Sem nevoeiro pesado de segunda-feira, competição acontece com tempo fechado no Parque Rosa Khutor. Pierre Vaultier leva a melhor sobre o russo Nikolay Olyunin
O clima russo realmente não estava favorável ao snowboard cross masculino nas Olimpíadas de Sochi. Depois de um adiamento na segunda-feira por causa de um nevoeiro no Parque Rosa Khutor, nesta terça-feira a competição pôde ser realizada, mas debaixo de chuva e até com um pouco de neblina no fim. Nada que chegasse a incomodar o francês Pierre Vaultier, que escapou dos acidentes durante o dia, superou os gritos da torcida e derrotou o russo Nikolay Olyunin na reta final para faturar o ouro. O americano Alex Deibold completou o pódio.
- As condições foram ok, tirando o fato que estamos completamente molhados. A pista conseguiu manter sua estrutura, conseguimos manter a velocidade em toda a pista. Foi tudo bem, não tivemos problemas – afirmou o campeão.
FOTOS: neve chega com força total aos Jogos de Sochi
FOTOS: neve chega com força total aos Jogos de Sochi
Com uma lesão nas costas em um treinamento, o terceiro colocado Alex Deibold até comemorou o adiamento de segunda-feira e não se importou com o clima na competição.
- As condições variaram o dia todo, mas competimos em um esporte a céu aberto e isso não é algo tão incomum. É algo para o qual você tem que estar preparado. A última vez que a gente veio aqui foi assim também. Estava nevando no início e chovendo no fim. Tem vezes que você dá sorte com o tempo, mas eu sempre fui bem em condições adversas, não penso muito nisso. Você tem que abraçar o que a natureza manda para você – disse Alex.
A chuva e a neblina não irritaram nem mesmo o australiano Cameron Bolton, que terminou na 11ª colocação depois de quedas na semifinal e na disputa pelo sétimo lugar (small final), que resultaram em uma possível fratura no punho direito e em um nariz ralado.
- A neblina desceu um pouco na small final e não dava para ver muito lá. Mas tudo bem, estava melhor do que ontem, então foi divertido. Não foi por isso que caí. Eu acertei alguém no ar e não tive muito o que fazer – explicou o “aussie”.
Quedas e batidas
As duas quedas de Cam Bolton foram apenas algumas das muitas que aconteceram nesta terça-feira. Líder da Copa do Mundo, o italiano Omar Visintin deixou a pista de maca depois de se chocar com um adversário na semifinal. Na quarta bateria das quartas de final, o canadense Chris Robanske perdeu o controle após uma aterrissagem e atropelou o alemão Paul Berg, tirando os dois da disputa. Favoritos como o australiano Alex Pullin e o americano Nate Holland também tiveram problemas.
As quedas também ajudaram a decidir a competição. Na primeira bateria da semifinal, o americano Trevor Jacob se desequilibrou na reta final e foi ultrapassado na linha de chegada pelo compatriota Alex Deibold, que também estava caído e depois conquistou o bronze.
Superações no pódio
Não foi apenas a chuva, a neblina, a torcida da casa e os adversários que Pierre Vaultier precisou superar para ser campeão. No dia 21 de dezembro, ele rompeu o ligamento do joelho direito e competiu em Sochi com uma proteção na perna.
- Acho que não posso reclamar do ligamento. Foi difícil vir para cá, porque o tempo era curto e não estou com 100% do meu potencial. Mas no momento eu não sinto muita dor, estou com uma proteção. Me machuquei no segundo dia de treinos, mas agora eu me sinto bem e até melhor com a medalha de ouro. Eu não pensava que ia ser um campeão olímpico. Só queria fazer meu melhor. É difícil dizer (o que estou sentindo). Acho que decolei no último salto e ainda não aterrissei – afirmou Pierre.
Alex Deibold também teve sua história de superação até o bronze. Em 2010, ele não conseguiu a classificação para Vancouver, mas participou das Olimpíadas ajudando a encerar as pranchas dos companheiros.
- É difícil colocar em palavras. Me perguntaram como eu me sinto, mas não sei se as pessoas sabem que quatro anos atrás eu era um técnico de cera. Eu não me classifiquei, mas me levaram para dar apoio para o pessoal. Foi um trabalho duro, mas uma situação pela qual sou grato. Eu pensei muito sobre isso, eu lembrei como era estar lá. Então, estar aqui e enrolar a bandeira ao meu redor, todas aquelas coisas não parecem nada. Vou aproveitar não ter que encerar minha prancha por um bom tempo – comemorou o americano.
- É difícil colocar em palavras. Me perguntaram como eu me sinto, mas não sei se as pessoas sabem que quatro anos atrás eu era um técnico de cera. Eu não me classifiquei, mas me levaram para dar apoio para o pessoal. Foi um trabalho duro, mas uma situação pela qual sou grato. Eu pensei muito sobre isso, eu lembrei como era estar lá. Então, estar aqui e enrolar a bandeira ao meu redor, todas aquelas coisas não parecem nada. Vou aproveitar não ter que encerar minha prancha por um bom tempo – comemorou o americano.
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